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Porque os destinos somos nós que os escolhemos... ou talvez não...

quinta-feira, maio 13, 2004

Madrasta

Quem são e o que sentem as pessoas envolvidas num novo relacionamento após uma separação?

Quando a mulher inicia um relacionamento com um homem que já tem filhos, tem que ficar em estado de alerta. Nesse momento ela passa a ser a madrasta dos filhos do primeiro casamento e se não se preparar bem para tal tarefa pode frustrar-se bastante. Esse é um relacionamento que pode trazer muitos problemas e para que seja fácil resolvê-los a madrasta deve antecipar-se a eles. Deve ter em mente tudo o que pode acontecer com as pessoas envolvidas na história. Além dela, há o namorado, a ex-esposa e as crianças. Todos podem estar abalados emocionalmente, com medos, expectativas e emoção à flor da pele. O mais importante para viver em harmonia nesse relacionamento é ter bom senso diante dos problemas que forem aparecendo. O sucesso da empreitada depende um pouco de cada personagem. Veja quem são eles:

A Madrasta

Quando uma madrasta inicia o relacionamento com seu companheiro, deve ter em mente que não poderá ter ciúmes nem da criança, nem da ex-esposa. Elas já existiam antes dela, portanto tudo o que as envolve não pode ser surpresa. A madrasta deve saber quais foram os combinados no momento da separação e saber que esses deverão ser cumpridos rigorosamente. O valor da pensão deve ser pago impreterivelmente no dia combinado, as visitas do pai à criança devem ser mantidas, a criança deve ver o pai o máximo que for possível e permitido no acordo. Se ele tiver livre acesso a casa da mãe deve comparecer para ver as crianças, bem como nas festas de aniversário e festas da escola. Alguns casais acordam que o pai pagará despesas extras e que também auxiliará a mãe em caso de emergência ou outros, portanto a madrasta deve saber exatamente o que foi combinado e se aceitará dividir o companheiro quando houver necessidade. Os pais lutam mais e mais a cada dia para terem a guarda compartilhada. Isso significa um contato cada vez maior com a ex-esposa e com a criança. A madrasta deve concordar plenamente com essa possibilidade que será a melhor alternativa de vida para a crianca. Tem que se lembrar também que um dia a criança poderá vir morar com o pai.

A Ex-esposa

Quando a ex-esposa não aceita o novo relacionamento do ex-marido fica tudo mais complicado para a madrasta. Ela falará mal dessa nova mulher do pai para a criança e essa a odiará. Quando a criança chega na casa do pai arredia e com frases prontas fica clara essa situação. Nesse momento a madrasta deve colocar-se no lugar da criança e perceber que ela não age assim porque quer. Deve mostrar para a criança que ela tem boas intenções e deixar que o dia a dia mostre que ela não é má como a mãe lhe diz. Se a ex-esposa aceita o novo relacionamento do ex-marido tudo fica fácil. A criança terá “autorização” para gostar da madrasta e poderá conhecê-la naturalmente no dia a dia, sem nenhum tipo de interferência.

O Pai
O pai pode estar triste por estar longe dos filhos e por não acompanhar de perto o crescimento e o dia a dia dos pequenos. Inicia o novo relacionamento cheio de dúvidas e até com traumas do relacionamento anterior. A madrasta deve estar atenta e perceber quais são as angústias e frustrações do namorado.
O pai deve ter consciência de que ele também é responsável pela educação de seus filhos. Normalmente os filhos moram com a mãe e o pai acha que apenas ela é responsável pela educação das crianças. Essas crianças passarão finais de semana e feriados com o pai e será insuportável se regras e limites não forem impostos desde o início.

A criança

Ela não está nem um pouco feliz com a separação de seus pais e o que gostaria mesmo é que eles voltassem a viver juntos. A chegada da madrasta muitas vezes acaba de vez com a esperança de um reconciliamento de seus pais o que a deixa muito frustrada. Se ela não tiver a “autorização” da mãe para gostar da madrasta entrará em conflito. Tratará mal essa mulher “malígna”, mas não saberá dizer porque não gosta dela. Também poderá sentir ciúmes, pois terá que “dividir” o pai. O passar do tempo e as boas atitudes da madrasta em relação à criança transformarão as angústias em um bom relacionamento dentro da realidade de cada família.


O que ninguém imagina é que esse pequeno grupo de personagens pode criar infinitas histórias. Histórias tristes ou com finais felizes. E eu ainda nem falei dos coadjuvantes…Como fazer pessoas tão diferentes viverem em harmonia? O que dizer para as que não percebem que estão seguindo caminhos tortuosos? Daqui para frente estaremos juntos nessa empreitada, tentando entender e resolver os conflitos que aparecerem. Espero a participação de todos, um beijo, Roberta
"pailegal.net"


Até nas historias infantis, somos sempre a má da fita. Mas a realidade é outra. Ou talvez não.

Talvez este seja um ponto de partida para uma nova vida.
Ou talvez não.

Será que vou aguentar tudo de novo? Não sei. Mas se não aguentar, não vou ficar cá para ver. Doa a quem doer.

Afinal sempre se disse: Mais vale só, que mal acompanhado....

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