destinos_de_sofia

Porque os destinos somos nós que os escolhemos... ou talvez não...

segunda-feira, novembro 10, 2003

Que fim-de-semana!! Sábado enfiada a limpar e arrumar tudo (sozinha, para variar!), e Domingo, a chuva assombrou-nos o Domingo. Tinha um passeio programado até à  praia com o gordinho, e acabámos às voltas no CascaisShopping! Que bonito passeio de fim-de-semana!
Mas tinha que o tirar de casa, pois o sábado enfiado em casa, e de semana quando o vou buscar à creche já é de noite, nem dá para passearmos um bocadinho.
Hoje lá na escola, lá me disseram que o primeiro periodo é meu. O resto logo se vê! Que animador. Tenho trabalho até a bebé nascer, e depois? Quando o dinheiro fizer mais falta, é que se vai acabar o ordenado, que lindo panorama. Desculpa bebé que trago dentro da barriga, mas às vezes tenho tantas dúvidas...Cada dia que passa faz-me pensar cada vez mais nos destinos e nas decisões que às vezes tomamos. E esta gravidez tem-me deixado tantas dúvidas, porque é que será....
A companhia é cada vez melhor....viver a dois com alguém que pensa a um é mesmo muito entusiasmante... mas eu penso sempre que as coisas hão-de melhorar, e depois descubro que me enganei, e volto a bater com a cabeça na parede. Bolas.
O que é que me incomoda mesmo? O facto de vivermos como um casal de velhos. Desde que estou grávida que não vamos sair, isto é, há seis meses que não vamos sair os dois. Também não sei se me apetece sair contigo, mas sei que me apetece sair. A tua companhia este fim-de-semana foi mesmo boa: sábado demanhã enfiado no computador, a tarde a dormir a sesta, a noite a ver televisão, o domingo trombudo sozinho à  nossa frente no centro comercial, a tarde a dormir a sesta, e a noite a ver Tv. Nem tens atenção para dar ao pequenino. Se te peço (porque tenho que te pedir) para brincares com ele, para eu poder acabar de arrumar a casa, tocas viola, porque é uma coisa que tu gostas, e que o mantem calado.
Sabes o que eu sinto? Quanto mais falas, menos acredito em ti. É triste, mas é verdade.
E o que me mete mais pena? Ter acreditado que me amavas, e ter descoberto que afinal só precisavas de ocupar o vazio que tinhas ao teu lado, e por acaso, apareci eu.
Às vezes apetece-me mesmo chorar muito, outras vezes essa vontade desaparece, porque os beijos e os abraços do meu filho me confortam. Me confortam mesmo muito. É esse o verdadeiro amor.
O amor em que choramos os dois com saudades um do outro, o amor em que nos abraçamos de felicidade quando nos vemos, nem que tenhamos estado apenas longe um do outro por intermináveis 5 minutos.
É pena que os crescidos não se saibam amar assim.
Acho que nunca tivemos saudades um do outro. Apenas a impressão do espaço vazio.
Mas eu ainda tenho alguma esperança de não me ter enganado, de existir amor, amor verdadeiro entre nós os dois.Ou talvez não. Já não sei.Estou a ficar cansada de acreditar e de não ver nada, de ficar à espera que o dia de amanhã me surpreenda, quando sei que o de hoje não me vai trazer nada de novo.
Afinal qual será o nosso destino? Será que existe o nosso destino?