destinos_de_sofia

Porque os destinos somos nós que os escolhemos... ou talvez não...

quarta-feira, novembro 19, 2003

Hoje, cansada de tudo como ando, e com umas dores de cabeça terríveis, decidi passar a manhã em casa. Não para descansar propriamente, porque tenho sempre montes de coisas para fazer. Mas hoje sinto-me mesmo a chegar aos meus limites, sinto-me quase a passar para o lado de lá. Por isso preciso de descansar, e não fui trabalhar. Mas à tarde tenho mesmo que ir, porque hoje vou dar exame na faculdade.
Como é que as coisas têm corrido? Péssimas.
No sábado fui ao museu da marinha com o pequenino, porque o pai dele decidiu ficar de trombas à porta do museu à nossa espera, mas para dizer a verdade até gostei. O pequenino gostou imenso de ver os barcos grandes, e foi um momento bem passado. Depois fomos os dois almoçar a casa da minha mãe, porque o pai foi para casa sozinho.
À noite o pai foi sair com os amigos para as docas (sem comentários) e eu e o gordinho viemos para casa. O domingo passámos em casa, numa de desenhos e jogos.
E a semana, cheia de trabalho, e com muito cansaço, e algum desespero e frustração lá se vai passando.
No meio disto tudo consegui ter uma conversa com o meu marido, que parecia que ia resolver alguma coisa entre nós os dois.
Afinal enganei-me. Depois de tanta conversa, ele ontem telefona-me a dizer que quer ir a um concerto com o primo, e que queria ir ao concerto no porto (nós moramos em Lisboa!). Sítios próprios para uma grávida muito barriguda. Enfim, a minha esperança que isto tudo mude já é mesmo muito pouca. Estou à espera já nem sei muito bem de quê.
Acho que estou à espera que a menina nasça, para poder voltar a ter o meu bocadinho de mulher. Entretanto tento viver cada dia que passa com muita calma, apesar de hoje a calma não ser quase nenhuma.
Já agora, porque já tenho alguns leitores, vou explicar a origem do nome deste blog.
Há uns anos atraz, quando parecia que a minha vida tinha um destino bem delineado, de um dia para o outro as coisas mudaram. Uma história de amor de 8 longos anos que acabou mal, ou que simplesmente acabou.
Mas o final foi tão repentino, que me senti completamente desorientada na minha vida. (Acho que desde esse acontecimento nunca mais bati muito bem, :) ). Então andava numa de passear pelo chiado, a pensar na vida, a tentar encontrar um rumo novo, quando entrei numa igreja, à procura do silêncio, à procura de qualquer coisa que me desse ânimo e forças. E com alguma fé, tentei arranjar forças para me erguer e continuar a viver.
Quando saí da dita igreja, fique nas escadas parada a olhar para as pessoas a passar, a pensar na vida que cada uma tería. E foi então que um mendigo me ofereceu uma revista que o título da capa era "os destinos de Sofia".
Eu fiquei incrédula. O meu nome é Sofia, e alguém apareceu a mostrar-me que o meu destino não se tinha ficado por alí, que eu tinha muitos destinos por onde escolher.
Claro que se calhar foi pura coincidência, pois o titulo da capa era apenas o nome de um programa de TV que ia estrear na altura.
Mas porque é que aquele mendigo me veio oferecer os meus destinos?
A partir desse momento, tenho a certeza que Deus existe, tenho a certeza que algum anjo da guarda toma sempre conta de mim, e apesar de não ser praticante, e de ser até bastante céptica em relação a algumas questões relativas à igreja, tenho a minha fé, que me ajuda a enfrentar as coisas quando a vida não segue o melhor destino.
Porque existe sempre outros destinos a seguir, é só nós querermos.