Bem, e já hoje é quinta, pelo que o tão desejado fim-de-semana está quase aí.
Hoje descobri que alguém lê o meu blog, e até deixou um comentário! Nunca pensei que alguém espreitasse por esta janela, até porque fiz questão de não contar a ninguém que a tinha aberto.
Como estou? Vou estando.... Já nem me atrevo a comentar sobre o que se passa, porque não se passa nada.
Hoje já trabalhei das 8 às 10, e ainda vou trabalhar das 4 às 6. Boa vida.... E agora devia estar a fazer testes e exames, mas como hoje tou um cadinho de cabeça quente, acho que vou deambular um bocado pela net para desanuviar.
Já que pelos vistos tenho aqui alguns visitantes, deixo uma perguntinha no ar: é normal os homens casados e com trinta anos perderem-se na net a vêr páginas pornográficas? É mais uma faceta da infantilidade masculina, ou é qualquer coisa que eu como mulher não consigo atingir?
As mulheres são mais perigosas que os homens nesse aspecto. Os homens traem-nos dessa maneira, as mulheres (eu) encaram a traição, não pela escapadela, mas pelo romance que têm falta na vida delas. E consequentemente trair implica um novo amor.
Nunca traí ninguém. Excepto uma vez, mas que não trai. Apaixonei-me perdidamente por um colega de universidade, mas a minha sensatez (ou falta dela) fez-me ignorar com todas as forças os sentimentos que tinha, e até acabar a faculdade, fingi que não era nada comigo. Um dia quando voltei a encontrá-lo, não nos falámos, apenas trocámos olhares cumplices, como sempre o tinhamos feito, e, pormenor dos pormenores, eu já me tinha separado e ele tinha-se casado. Pergunto-me o que teria sido do meu destino se a minha sensatez não fosse tão teimosa....
Enfim, outros tempos. Nos tempos que agora decorrem, a minha sensatez continua igual, mas não tenho nada para a pôr à prova. Mas se calhar até me fazia falta....
Tenho saudades do nervoso miudinho que sentimos á espera que o telefone toque. Saudades de que alguém tenha saudades minhas. Tenho saudades de me arranjar para um encontro.
Uma vez tive um amigo que era perito em arranjar romances de quinze dias, e disse-me que a parte que mais o entusiasmava era a parte de conseguir cativar o outro lado. A parte da sedução. Depois disso, as coisas íam perdendo a graça. Acho que já percebi o que ele queria dizer com isso.
A parte em que nos seduzimos até que foi bonita. Acreditámos que tinhamos muita coisa para descobrirmos juntos. Acreditámos que ía ser uma aventura.
Agora, com quase 4 anos de relação e 1 ano de casamento, já nem sei em que é que acreditamos, se é que acredito nalguma coisa.
O meu pessimismo tem piorado de dia para dia. Mas merda, tou mesmo farta.
Ontem um amigo telefonou-me. Isto tornou-se tão raro que até é digno de registar aqui. É que a minha vida pessoal, fora do papel de mãe e de filha, de professora e de dona de casa, deixa muito a desejar...
Já são 12:40
Tenho que voltar ao activo. Até amanhã, e melhores dias hão-de vir...

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