Hoje, cansada de tudo como ando, e com umas dores de cabeça terríveis, decidi passar a manhã em casa. Não para descansar propriamente, porque tenho sempre montes de coisas para fazer. Mas hoje sinto-me mesmo a chegar aos meus limites, sinto-me quase a passar para o lado de lá. Por isso preciso de descansar, e não fui trabalhar. Mas à tarde tenho mesmo que ir, porque hoje vou dar exame na faculdade.
Como é que as coisas têm corrido? Péssimas.
No sábado fui ao museu da marinha com o pequenino, porque o pai dele decidiu ficar de trombas à porta do museu à nossa espera, mas para dizer a verdade até gostei. O pequenino gostou imenso de ver os barcos grandes, e foi um momento bem passado. Depois fomos os dois almoçar a casa da minha mãe, porque o pai foi para casa sozinho.
À noite o pai foi sair com os amigos para as docas (sem comentários) e eu e o gordinho viemos para casa. O domingo passámos em casa, numa de desenhos e jogos.
E a semana, cheia de trabalho, e com muito cansaço, e algum desespero e frustração lá se vai passando.
No meio disto tudo consegui ter uma conversa com o meu marido, que parecia que ia resolver alguma coisa entre nós os dois.
Afinal enganei-me. Depois de tanta conversa, ele ontem telefona-me a dizer que quer ir a um concerto com o primo, e que queria ir ao concerto no porto (nós moramos em Lisboa!). Sítios próprios para uma grávida muito barriguda. Enfim, a minha esperança que isto tudo mude já é mesmo muito pouca. Estou à espera já nem sei muito bem de quê.
Acho que estou à espera que a menina nasça, para poder voltar a ter o meu bocadinho de mulher. Entretanto tento viver cada dia que passa com muita calma, apesar de hoje a calma não ser quase nenhuma.
Já agora, porque já tenho alguns leitores, vou explicar a origem do nome deste blog.
Há uns anos atraz, quando parecia que a minha vida tinha um destino bem delineado, de um dia para o outro as coisas mudaram. Uma história de amor de 8 longos anos que acabou mal, ou que simplesmente acabou.
Mas o final foi tão repentino, que me senti completamente desorientada na minha vida. (Acho que desde esse acontecimento nunca mais bati muito bem, :) ). Então andava numa de passear pelo chiado, a pensar na vida, a tentar encontrar um rumo novo, quando entrei numa igreja, à procura do silêncio, à procura de qualquer coisa que me desse ânimo e forças. E com alguma fé, tentei arranjar forças para me erguer e continuar a viver.
Quando saí da dita igreja, fique nas escadas parada a olhar para as pessoas a passar, a pensar na vida que cada uma tería. E foi então que um mendigo me ofereceu uma revista que o título da capa era "os destinos de Sofia".
Eu fiquei incrédula. O meu nome é Sofia, e alguém apareceu a mostrar-me que o meu destino não se tinha ficado por alí, que eu tinha muitos destinos por onde escolher.
Claro que se calhar foi pura coincidência, pois o titulo da capa era apenas o nome de um programa de TV que ia estrear na altura.
Mas porque é que aquele mendigo me veio oferecer os meus destinos?
A partir desse momento, tenho a certeza que Deus existe, tenho a certeza que algum anjo da guarda toma sempre conta de mim, e apesar de não ser praticante, e de ser até bastante céptica em relação a algumas questões relativas à igreja, tenho a minha fé, que me ajuda a enfrentar as coisas quando a vida não segue o melhor destino.
Porque existe sempre outros destinos a seguir, é só nós querermos.
quarta-feira, novembro 19, 2003
quinta-feira, novembro 13, 2003
Bem, e já hoje é quinta, pelo que o tão desejado fim-de-semana está quase aí.
Hoje descobri que alguém lê o meu blog, e até deixou um comentário! Nunca pensei que alguém espreitasse por esta janela, até porque fiz questão de não contar a ninguém que a tinha aberto.
Como estou? Vou estando.... Já nem me atrevo a comentar sobre o que se passa, porque não se passa nada.
Hoje já trabalhei das 8 às 10, e ainda vou trabalhar das 4 às 6. Boa vida.... E agora devia estar a fazer testes e exames, mas como hoje tou um cadinho de cabeça quente, acho que vou deambular um bocado pela net para desanuviar.
Já que pelos vistos tenho aqui alguns visitantes, deixo uma perguntinha no ar: é normal os homens casados e com trinta anos perderem-se na net a vêr páginas pornográficas? É mais uma faceta da infantilidade masculina, ou é qualquer coisa que eu como mulher não consigo atingir?
As mulheres são mais perigosas que os homens nesse aspecto. Os homens traem-nos dessa maneira, as mulheres (eu) encaram a traição, não pela escapadela, mas pelo romance que têm falta na vida delas. E consequentemente trair implica um novo amor.
Nunca traí ninguém. Excepto uma vez, mas que não trai. Apaixonei-me perdidamente por um colega de universidade, mas a minha sensatez (ou falta dela) fez-me ignorar com todas as forças os sentimentos que tinha, e até acabar a faculdade, fingi que não era nada comigo. Um dia quando voltei a encontrá-lo, não nos falámos, apenas trocámos olhares cumplices, como sempre o tinhamos feito, e, pormenor dos pormenores, eu já me tinha separado e ele tinha-se casado. Pergunto-me o que teria sido do meu destino se a minha sensatez não fosse tão teimosa....
Enfim, outros tempos. Nos tempos que agora decorrem, a minha sensatez continua igual, mas não tenho nada para a pôr à prova. Mas se calhar até me fazia falta....
Tenho saudades do nervoso miudinho que sentimos á espera que o telefone toque. Saudades de que alguém tenha saudades minhas. Tenho saudades de me arranjar para um encontro.
Uma vez tive um amigo que era perito em arranjar romances de quinze dias, e disse-me que a parte que mais o entusiasmava era a parte de conseguir cativar o outro lado. A parte da sedução. Depois disso, as coisas íam perdendo a graça. Acho que já percebi o que ele queria dizer com isso.
A parte em que nos seduzimos até que foi bonita. Acreditámos que tinhamos muita coisa para descobrirmos juntos. Acreditámos que ía ser uma aventura.
Agora, com quase 4 anos de relação e 1 ano de casamento, já nem sei em que é que acreditamos, se é que acredito nalguma coisa.
O meu pessimismo tem piorado de dia para dia. Mas merda, tou mesmo farta.
Ontem um amigo telefonou-me. Isto tornou-se tão raro que até é digno de registar aqui. É que a minha vida pessoal, fora do papel de mãe e de filha, de professora e de dona de casa, deixa muito a desejar...
Já são 12:40
Tenho que voltar ao activo. Até amanhã, e melhores dias hão-de vir...
segunda-feira, novembro 10, 2003
Que fim-de-semana!! Sábado enfiada a limpar e arrumar tudo (sozinha, para variar!), e Domingo, a chuva assombrou-nos o Domingo. Tinha um passeio programado até à praia com o gordinho, e acabámos às voltas no CascaisShopping! Que bonito passeio de fim-de-semana!
Mas tinha que o tirar de casa, pois o sábado enfiado em casa, e de semana quando o vou buscar à creche já é de noite, nem dá para passearmos um bocadinho.
Hoje lá na escola, lá me disseram que o primeiro periodo é meu. O resto logo se vê! Que animador. Tenho trabalho até a bebé nascer, e depois? Quando o dinheiro fizer mais falta, é que se vai acabar o ordenado, que lindo panorama. Desculpa bebé que trago dentro da barriga, mas às vezes tenho tantas dúvidas...Cada dia que passa faz-me pensar cada vez mais nos destinos e nas decisões que às vezes tomamos. E esta gravidez tem-me deixado tantas dúvidas, porque é que será....
A companhia é cada vez melhor....viver a dois com alguém que pensa a um é mesmo muito entusiasmante... mas eu penso sempre que as coisas hão-de melhorar, e depois descubro que me enganei, e volto a bater com a cabeça na parede. Bolas.
O que é que me incomoda mesmo? O facto de vivermos como um casal de velhos. Desde que estou grávida que não vamos sair, isto é, há seis meses que não vamos sair os dois. Também não sei se me apetece sair contigo, mas sei que me apetece sair. A tua companhia este fim-de-semana foi mesmo boa: sábado demanhã enfiado no computador, a tarde a dormir a sesta, a noite a ver televisão, o domingo trombudo sozinho à nossa frente no centro comercial, a tarde a dormir a sesta, e a noite a ver Tv. Nem tens atenção para dar ao pequenino. Se te peço (porque tenho que te pedir) para brincares com ele, para eu poder acabar de arrumar a casa, tocas viola, porque é uma coisa que tu gostas, e que o mantem calado.
Sabes o que eu sinto? Quanto mais falas, menos acredito em ti. É triste, mas é verdade.
E o que me mete mais pena? Ter acreditado que me amavas, e ter descoberto que afinal só precisavas de ocupar o vazio que tinhas ao teu lado, e por acaso, apareci eu.
Às vezes apetece-me mesmo chorar muito, outras vezes essa vontade desaparece, porque os beijos e os abraços do meu filho me confortam. Me confortam mesmo muito. É esse o verdadeiro amor.
O amor em que choramos os dois com saudades um do outro, o amor em que nos abraçamos de felicidade quando nos vemos, nem que tenhamos estado apenas longe um do outro por intermináveis 5 minutos.
É pena que os crescidos não se saibam amar assim.
Acho que nunca tivemos saudades um do outro. Apenas a impressão do espaço vazio.
Mas eu ainda tenho alguma esperança de não me ter enganado, de existir amor, amor verdadeiro entre nós os dois.Ou talvez não. Já não sei.Estou a ficar cansada de acreditar e de não ver nada, de ficar à espera que o dia de amanhã me surpreenda, quando sei que o de hoje não me vai trazer nada de novo.
Afinal qual será o nosso destino? Será que existe o nosso destino?
sábado, novembro 08, 2003
Bom, e a pouco e pouco lá vou construindo este blog. É que para quem não percebe nada de programação tem sido uma verdadeira aventura perceber o sistema de comentários, o sistema de contadores, etc. Mas a pouco e pouco isto começa a compor-se. Ainda tenho que aprender a pôr fotografias e imagens!
Agora só mesmo com o tempo e alguma paciência, que neste momento é coisa que me falta pois ja estou cheinha de sono.
Ate amanhã....
quinta-feira, novembro 06, 2003
E numa rapidinha...... que foi apenas uma escapadela até casa para almoçar, e fugir a correr para a outra escola, aqui estou eu.
A casa está um caos, mas como cá em casa quem tem dois empregos sou eu, e quem tem que fazer tudo em casa sou eu, tou de greve e não faço nada!!!
Isto há-de chegar a um ponto em que não existe sítio para pôr os pés, mas eu estou-me lixando, para não dizer outra coisa pior!
quarta-feira, novembro 05, 2003
Para descontrair algo muito bonito, uma poesia de um escritor que eu adoro.
DOMINGO
De Manuel da Fonseca
Quando chega domingo,
faço tenção de todas as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida.
Há quem vá para o pé das águas
deitar-se na areia e não pensar...
E há os que vão para o campo
cheios de grandes sentimentos bucólicos
porque leram, de véspera, no boletim do jornal:
« Bom tempo para amanhã»...
Mas uma maioria sai para as ruas pedindo,
pois nesse dia
aqueles que passeiam com a mulher e os filhos
são mais generosos.
Um rapaz que era pintor
não disse nada a ninguém
e escolheu o domingo para se matar.
Ainda hoje a família e os amigos
andam pensando porque seria.
Só não relacionam que se matou num domingo!
Mariazinha Santos
(aquela que um dia se quis entregar,
que era o que a família desejava,
para que o seu futuro ficasse resolvido),
Mariazinha Santos
quando chega domingo,
vai com uma amiga para o cinema.
Deixa que lhe apalpem as coxas
e abafa os suspiros mordendo um lencinho que sua mãe lhe bordou,
quando ela era ainda muito menina...
Para eu contar isto
é que conheço todas as horas que fazem um dia de domingo!
À hora negra das noites frias e longas
sei duma hora numa escada
onde uma velha põe sua neta
e vem sorrir aos homens que passam!
E a costureirinha mais honesta que eu namorei
vendeu a virgindade num domingo
— porque é o dia em que estio fechadas as casas de penhores!
Há mais amargura nisto
que em toda a História das Guerras.
Partindo deste principio
que os economistas desconhecem ou fingem desconhecer,
eu podia destruir esta civilização capitalista, que inventou o domingo.
E esta era uma das coisas mais belas
que um homem podia fazer na vida!
Então,
todas as raparigas amariam no tempo próprio
e tudo seria natural
sem mendigos nas ruas nem casas de penhores...
Penso isto, e vou a grandes passadas...
E um domingo parei numa praça
e pus-me a gritar o que sentia.
mas todos acharam estranhos os meus modos
e estranha a minha voz...
Mariazinha Santos foi para o cinema
e outras menearam as ancas
— ao sol como num ritual consagrado a um deus! —
até chegar o homem bem-amado entre todos
com uma nota de cem na mão estendida...
Venha a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu fique rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras;
venha a ânsia do peito para os braços!
E vou a grandes passadas
como um louco maior que a sua loucura...
O rapaz que era pintor
aconchegou-se sobre a linha férrea
para que a morte o desfigurasse
e o seu corpo anónimo fosse uma bandeira trágica
de revolta contra o mundo.
Mas como o rosto lhe estava intacto
vai a família ao necrotério e ficou aterrada!
Conheci-o numa noite de bebedeira
e acho tudo aquilo natural.
A costureirinha que eu namorei
deixava-se ir para as ruas escuras
sem nenhum receio.
Uma vez que chovia até entrámos numa escada.
Somente sequer um beijo trocámos...
E isto porque no momento próprio
olhava para mim com um propósito tão sereno
que eu, que dela só desejava o corpo bom feito
me punha a observar o outro aspecto do seu rosto,
que era aquela serenidade
de pessoa que tem a vida cheia e inteira.
No entanto, ela nunca pôs obstáculo
que nesse instante as minhas mãos segurassem as suas.
Hoje encontramo-nos aí pelos cafés...
(ela está sempre com sujeitos decentes)
e quando nos fitamos nos olhos.
bem lá no fundo dos olhos,
eu que sou homem nascido
para fazer as coisas mais heróicas da vida
viro a cabeça para o lado e digo:
— rapaz, traz-me um café...
O meu amigo, que era pintor,
contou-me numa noite de bebedeira:
— Olha, quando chega domingo,
não há nada melhor que ir para o futebol...
E como os olhos se me enevoassem de água,
continuou com uma voz que deve ser igual à que se ouve nos sonhos:
— .... no entanto, conheço um homem que ia para, a beira do rio
e passava um dia inteirinho de domingo
segurando uma cana donde caia um fio para a água...
... um dia pescou um peixe,
e nunca mais lá voltou...
O pior é pensar:
que hei-de fazer hoje, que toda a gente anda alegre
como se fosse uma festa?... —
O rapaz que era pintor sabia uma ciência rara,
tão rara e certa e maravilhosa
que deslumbrado se matou.
Pago o café e saio a grandes passadas.
Hoje e depois e todos os dias que vierem,
amo a vida mais e mais
que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!
Mariazinha Santos,
que vá para o cinema morder o lencinho que sua mãe lhe bordou...
E os senhores serenos, acompanhados da mulher e dos filhos,
que parem ao sol
e joguem um tostão na mão dos pedintes.......
E a menina das horas longas e frias
continue pela mão de sua avó...
E tu, que só andas com cavalheiros decentes,
ó costureirinha honesta que eu namorei um dia,
fita-me bem no fundo dos olhos,
fita-me bem no fundo dos olhos!
Então,
virá a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu ficarei rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras:
e virá a ânsia do peito para os braços!
Domingo que vem,
eu vou fazer as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida!
Bom, o tempo passa a correr, e já hoje são 5 de Novembro! As novidades são que já sei que o meu rebentinho, afinal é uma rebentinha!
Entretanto comecei a trabalhar, mas com umas condições que não lembra a ninguém! Como estou a substituir uma pessoa que está doente, e não se sabe até quando, ando a trabalhar com contratos de um mês, portanto, sem saber muito bem até quando. Que maravilha!!!!
Hoje estou em casa porque ainda estou de ressaca de uma crise de sinusite gigantesca. Esta noite nem consegui dormir, também esta senhora de dia dorme e de noite dá voltas de tal maneira dentro da minha barriga que nem consigo dormir.
De resto, estou a transformar-me rapidamente num autêntico saco de batatas, pois a minha barriga desatou a crescer , e ainda sou estou nas 24 semanas e já não sei em que posição hei-de estar!
O meu godinho também está muito constipadinho, com o nariz todo ferido, e a precisar de muitos miminhos, e cá estou eu para os dar. Ou não fosse eu uma mamã muito babada pelo seu godinho.
Quanto aos crescidos cá da casa, não me apetece muito falar disso. Mas diga-se que os dias vão passando. No fundo isso é um bom resumo do meu casamento... dias que vão passando, preenchidos com rotinas, e fica-se por aí. Os tempos de namoro, já lá vão há muito tempo, mas também de quem teve uma educação tão fria como aquela, não se pode esperar muito.
Pois bem marido, se alguma vez por aqui passares, aqui ficam umas recomendações:
1- Quando uma pessoa está doente, sabe bem miminhos, chá e sopas (não comida elaborada, gritos por lareiras e salas cheias de fumo quando nem está frio, e cozinhas inteiras desarrumadas, para eu ter que arrumar, apesar de doente!!!!)
2- De vez em quando é bom mostrarmos que a outra pessoa é importante para nós
Para dizer a verdade estou cansada do desromance que se vive cá em casa. A vida é feita de tarefas rotineiras, cuidar dos filhotes, merdas que se impoêm a todo o custo (mesmo quando tu finges que elas não existem, e preferes nem falar nelas), e o amor?
Aquele pelo qual nós casámos? Ou será que o amor que nos levou a casar foi apenas o amor pelo nosso filho?
Penso nisto muitas vezes e às vezes fico na corda bamba da dúvida....
É que se comparar-mos as fases boas com as fases más cá em casa, tenho impressão que houve muitas mais fases más...
Enfim, não percebo como é que alguém que não dá nada, nem atenção, nem carinho, nem um presente simbólico no dia de anos ou uma porcaria de uma surpresa, é capaz de estar sempre a exigir que eu dê tudo. Mas agora não vou dar, a minha disponibilidade emocional começa a chegar ao fim....
Bolas, nem um simples convite para um passeio a dois: Pois, tens razão, passas a vida a convidar-me para ir ao cinema e eu não aceito. Pois é, para ver filmes que tu gostas, não para ver filmes que os dois gostamos. Sim, porque partilhar não deve ser uma coisa que faz parte do teu vocabulário, tenho a certeza que não faz!
Estou triste contigo, desiludiste-me. Acreditei em ti para confiar, e afinal parece que me enganei.
Bom, na minha outra vida devo ter feito muito mal, pois sempre que amo alguém, acabo por apanhar um desgosto grande.
Por isso cada vez mais acredito que o amor verdadeiro só vale apena para aqueles que nunca nos vão trair: o meu filho, que é o melhor amor da minha vida, a minha filha que há-de nascer, e a minha família de sangue, que sempre está ao meu lado.
Deresto, merda para vocês todos, que ninguém merece a dedicação que eu dou!
